Cabo submarino SACS começa a ser instalado em Fortaleza

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 Após percorrer 6,3 mil quilômetros pelo leito do Atlântico, partindo de Sangano, na costa angolana, o South Altantic Cables System (SACS) chegou à Praia do Futuro, em Fortaleza. O cabo foi recebido por autoridades e membros dos governos Estadual e Municipal do Ceará, bem como pelo representante do Ministério das Telecomunicações de Angola, o Secretário de Estado para Tecnologia da Informação, Manuel Homem, e pelo CEO da Angola Cables, António Nunes.

Construído pela japonesa NEC, o SACS é o primeiro cabo submarino a ser instalado no Atlântico Sul, ligando a África à América do Sul. Possui capacidade de comunicação de pelo menos 40Tb/s. Sua chegada à Fortaleza significa a conclusão de mais uma importante etapa deste projeto. “O SACS é mais que um projeto de infraestruturas submarinas de telecomunicações. Trata-se de uma ponte digital que liga o hemisfério Sul e que proporcionará para Brasil e Angola o surgimento de diversos negócios relacionados com a quarta industrialização. O investimento realizado pela Angola Cables, com este cabo submarino e com as demais infraestruturas de telecomunicações que estamos trazendo ao país – Monet e Data Center de Fortaleza -, tem como objetivo potencializar a oportunidade de criação de valor para os mercados onde estão inseridos. A partir de agora, Brasil e Angola estarão a oferecer ao mundo uma rota alternativa de acesso aos Estados Unidos, um dos maiores produtores de todo o tipo de conteúdos globais, mas também à Ásia, uma das maiores regiões demográficas do planeta”, explica António Nunes, CEO da Angola Cables.

“Não tenho dúvida de que com o SACS passamos a inserir o Ceará para o mundo nesta conexão digital, com competitividade de mercado pela proximidade que passaremos a ter agora com a África e com a Europa, sem depender do continente norte-americano. Isso vai atrair grandes investimentos para Fortaleza e para o estado. Por conta da nossa vocação e localização geográfica, seremos um grande centro de oportunidades para o cearense, que através das startups e dos softwares poderão fazer negócios com um novo mercado, africano, mas também se conectar com um mundo inteiro“, diz o governador do Ceará, Camilo Santana (PT).

“Hoje o potencial tecnológico de Fortaleza e do Ceará se abre para toda a África. Nós temos uma capacidade de criação de softwares impressionante no nosso parque universitário. Com a abertura desse novo centro tecnológico para a África, Europa e Ásia, estaremos fazendo uma verdadeira vitrine mundial do produto cearense de software“, completa o vice-prefeito de Fortaleza, Moroni Torgan (DEM).

Benefícios – O SACS traz a capacidade da companhia de encontrar soluções para problemas ainda inexistentes, uma vez que o cabo foi projetado e desenvolvido para atender a crescente  demanda de dados das próximas gerações, motivado pelos serviços de streaming, incremento da produção de conteúdos e pelos avanços da Internet das Coisas.  Ele chega com a perspectiva de trazer uma série de benefícios como redução de custos, aumento da velocidade de transmissão dos dados e melhoria na qualidade do acesso à informação, bem como disponibilizar maior capacidade de tráfego e assim incrementar o número de usuários de internet. “A Internet trouxe transformações profundas ao nosso modo de vida e este é um caminho sem volta. Investir em conexão se traduz em promover a inclusão de forma abrangente e profunda. Já existem diversos estudos comprovando que melhorar os níveis das conexões gera grandes aumentos no crescimento e produtividade do PIB, além de ajudar a promover e acelerar o desenvolvimento de setores como saúde, científico, educação, entre tantos outros”, afirma Nunes.

Complexidade – A instalação do SACS em alto mar levou cerca de dois meses e envolveu a participação de engenheiros, profissionais de TI e mergulhadores profissionais para que o cabo realmente fosse fixado com segurança em solo marítimo. “Dessa forma, definimos o melhor caminho a ser percorrido, evitando possiveis rupturas que ele pudesse ter sofrido devido às movimentações rochosas do solo”, fala Nunes.

Com a etapa da chegada do SACS concluída a Angola Cables passará a cuidar do processo de aterramento do cabo, instalação na sua estação, localizada na Praia do Futuro, realização de uma série de testes e, por fim, sua conexão no Data Center de Fortaleza, que se encontra em fase adiantada de construção. A previsão para início das operações do SACS está mantida para o primeiro semestre desse ano.

Memorando – Além da chegada do SACS à Fortaleza, o evento marcou a assinatura de um memorando de entendimentos tendo em vista a cooperação entre o governo do Ceará e a Angola Cables, afim de viabilizar a infraestrutura que interligará o Data Center de Fortaleza ao Complexo Industrial do Pecém, permitindo o desenvolvimento regional no campo das telecomunicações. “Trazer o SACS até o Porto do Pecém significa levar tecnologia, acesso à informação e infraestrutura para que este complexo possa crescer e se desenvolver”, conclui Santana.

Empreendimentos – Hoje, além do SACS a Angola Cables conta com outros dois grandes empreendimentos no Brasil, totalizando US$ 300 milhões em investimentos. São eles: o cabo Monet, já em operação, conectando Miami, nos Estados Unidos a Santos, passando também por Fortaleza. E o segundo projeto é a construção de um Data Center internacional, em Fortaleza, que será um agregador de cabos submarinos de fibra óptica e tem previsão de início das operações no fim do primeiro semestre deste ano.

Quando toda a rede internacional estiver concluída, Nunes ressalta que haverá uma grande mudança nas telecomunicações globais, já que a troca de dados intercontinentais passará a ser mais rápida levando cinco vezes menos o tempo atual para que o continente africano tenha acesso aos conteúdos produzidos nas Américas, região que concentra os maiores centros de produção do mundo.

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Estão abertas as matrículas para os primeiros cursos do MIT em universidades brasileiras

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As matrículas para os primeiros cursos do Massachusetts Institute of Technology no país já estão abertas. A Universidade Veiga de Almeida (UVA), no Rio de Janeiro; o Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge), em Salvador; e o Centro Universitário Filadélfia (UniFil), em Londrina, irão oferecer programas educacionais sobre  Internet das Coisas (IoT) e Big Data, com certificação do renomado MIT, graças ao recente acordo firmado com o grupo Ilumno, que atua na transformação de instituições de ensino superior.                     

Desenvolvidos pelo Laboratório de Ciência da Computação e Inteligência Artificial do MIT (CSAIL, em inglês), os cursos têm conteúdo exclusivo, com aulas em português e espanhol, e irão acontecer em plataforma 100% virtual, utilizando tecnologia de ponta fornecida pela Ilumno e suporte de tutores do MIT.

O programa de Big Data traz enfoques voltados à recompilação, limpeza e integração de dados, apresenta soluções de sistemas e armazenamento e ainda cobre algoritmos de última geração para conjuntos de dados de grande dimensão para processamento de transmissão. O objetivo é o reconhecimento de informações não estruturadas a fim de desenvolver capacidades analíticas que tragam inteligência e insight na avaliação de problemas e situações de escalabilidade. O curso tem duração de seis semanas, é voltado para profissionais com formação em informática, sistemas, ou experiência equivalente em TI, e apresenta aplicabilidades para setores como medicina, finanças e transporte, entre outros.

O curso Internet das Coisas (IoT) oferece perspectivas comerciais novas e apresenta desafios, como opções de arquitetura de tecnologia até questões de segurança. Os professores do MIT apresentam pesquisas inovadoras e propõem a análise do impacto gerado pela IoT em vários setores, desde sistemas industriais até a automatização de residências. O programa também tem duração de seis semanas e é adequado para profissionais com experiência em engenharia elétrica, ciências da computação e áreas afins, com aplicabilidade para diversos setores, incluindo saúde, agricultura, logística, manufatura e cadeias de suprimento, entre outros.

As aulas terão início dia 19 de Março, e ambos os cursos terão duração de seis semanas (80 horas). O investimento é R$ 1.750 e o pagamento pode ser parcelado em duas vezes. Colaboradores, docentes, alunos e ex-alunos das universidades parceiras do grupo Ilumno no Brasil tem desconto de 10%, lançado diretamente na Central de Admissões. O número de vagas é limitado.

O objetivo do acordo entre a Ilumno e o Massachusetts Institute of Technology (MIT) é possibilitar aos estudantes brasileiros fazerem cursos com conteúdo completo e certificação da prestigiada universidade. As duas instituições têm a meta de continuar a ampliar o portfólio de cursos muito em breve. Ainda em 2018, irão lançar cursos sobre Inteligência Artificial (AI) e Aplicativos de Negócios (Business Applications).

Mais informações sobre os cursos e inscrições em www.uva.br/mit/public .

Data Center da Itaipu Binacional ganha mais confiabilidade e eficiência energética com infraestrutura tecnológica da Schneider Electric

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A Itaipu Binacional é a maior produtora de energia limpa e renovável do planeta. Atualmente fornece cerca de 17% da corrente consumida no Brasil e 76% no Paraguai, por meio de 20 unidades geradoras e 14.000 MW de potência instalada. Com o desafio de reestruturar seu Data Center, em Foz do Iguaçu no Paraná, a usina hidrelétrica enxergou na Schneider Electric, líder na transformação digital em gestão de energia elétrica e automação,  a possibilidade de suprir essa necessidade.

Foram instalados dois novos UPSs modulares Symmetra PX (fonte de alimentação ininterrupta, flexível, escalável e redundante)  da Schneider e também houve uma atualização do software de gerenciamento da infraestrutura do data center (DCIM), StruxureWare Data Center Expert. Assim foi possível aumentar a eficiência energética, o desempenho operacional, a confiabilidade e escalabilidade dos processos do Data Center da usina e ainda diminuir o índice de falhas.

“Temos uma rede que conecta aproximadamente 10 mil computadores, que não depende só dos equipamentos de comunicação, como switches e roteadores, mas também da disponibilidade e da qualidade da energia fornecida. Este fator é fundamental para o ambiente de TI e para garantirmos o indicador de disponibilidade de 99,99% do Data Center que conquistamos nos últimos anos”, afirma o Superintendente de Informática da Itaipu Binacional, José Washington de Medeiros.

Com a reestruturação do Data Center, a usina também passou a ter maior capacidade de proteção de dados – uma vez que a modularidade dos nobreaks da Schneider permite expansão de acordo com o aumento de demanda, sem que isso signifique mais investimentos em infraestrutura física ou interrupção de processos do Data Center. “Os equipamentos fornecidos pela Schneider atendem rapidamente a necessidade de expansão do cliente, possibilitando que a empresa aumente sua capacidade de consumo sem impacto na infraestrutura”, ressalta Luciano Santos, Vice-Presidente da IT Division, da Schneider Electric.

A implementação do projeto levou cerca de 60 dias envolvendo diversas etapas como remoção dos equipamentos antigos, instalação dos novos UPS, adequação da infraestrutura existente para a instalação dos equipamentos; substituição do sistema antigo de distribuição de energia por painéis modulares e remotos; atualização do sistema de gerenciamento centralizado DCIM, com a migração de todas as informações existentes para o novo  DCIM.

“O projeto implementado alcançou o resultado esperado devido ao compromisso incondicional das equipes da Schneider e da Itaipu, que não mediram esforços para realizar o trabalho no menor tempo e com a maior qualidade possível”, finaliza Medeiros.

Estudo Deloitte: Cresce a confiança do consumidor em relação aos veículos autônomos, mas indústria enfrenta desafios

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A confiança dos consumidores na segurança dos veículos 100% autônomos (que dispensam a atuação de um motorista para se locomoverem) cresceu significativamente no último ano. Apesar dessa mudança de percepção, a indústria automobilística ainda pode enfrentar alguns obstáculos para a consolidação dessa tendência, de acordo com o estudo “Global Automotive Consumer 2018”, da Deloitte.

Na edição anterior do levantamento (de 2017), feito em 15 diferentes mercados (17 países no total), 67% dos participantes, em média, afirmavam acreditar que os veículos totalmente autônomos não seriam seguros. Esse percentual recuou para 41% no atual estudo da consultoria.

“No ano passado, as pessoas tiveram mais acesso a informações sobre os progressos obtidos no desenvolvimento dos veículos autônomos. De fato, os avanços tecnológicos e a divulgação de experiências muito bem-sucedidas ajudam a explicar o porquê de as pessoas confiarem mais na possibilidade de os carros que se movimentam sem motoristas se tornarem uma realidade segura”, afirma Carlos Ayub, sócio da Deloitte especializado em Indústria Automotiva.

O estudo conclui que os consumidores têm uma visão mais clara da segurança dos veículos autônomos, embora ainda restem algumas preocupações. Assim, um percentual significativamente menor de pessoas consultadas pelo estudo de 2018 não considera que os carros autônomos não serão seguros, sendo que menos de metade (47%) dos consumidores dos EUA expressaram essa opinião. Esse resultado é 27 pontos percentuais abaixo dos 74% que se diziam céticos no levantamento de 2017, por exemplo.

A tendência é similar em todos os países que participaram do estudo: Coréia do Sul (com 54% este ano, contra 81% no ano passado), Alemanha (45%, ante 72%), França (37%, frente a 65%) e Brasil (25%, contra 54%). A mudança mais notável, no entanto, vem da China, onde o percentual de pessoas que consideram que os carros totalmente autônomos não serão seguros caiu de 62% em 2017 para apenas 26% no estudo deste ano.

“Percebemos que a aceitação geral da tecnologia que permite a viabilização dos veículos autônomos cresceu significativamente em pouco tempo. Como a aceitação pública de uma mudança tão radical é um fator muito importante para esse mercado, a indústria automobilística precisa estar atenta a essa tendência e aos movimentos que indicam que sua consolidação tende a se tornar uma realidade cada vez menos longínqua”, diz Carlos Ayub.

No entanto, segundo o estudo, os veículos que dispensam os motoristas ainda estão em fase experimental. A indústria está, portanto, diante de um longo ciclo de investimento de capital necessário para transferir a tecnologia dos veículos autônomos ao mercado convencional. Para complicar esse cenário, as montadoras reconhecem a necessidade imediata de investir em áreas de desenvolvimento de conjuntos motores elétricos ou híbridos, materiais avançados mais leves, conectividade e serviços de mobilidade.

“Embora o retorno para os investimentos sejam projetados para um futuro mais distante, é importante que as montadoras continuem a destinar recursos para o desenvolvimento e a incorporação da tecnologia de condução autônoma. As empresas que não acreditarem na necessidade de se preparar para as mudanças de longo prazo que se desenham no mercado automobilístico estarão mais expostas a riscos, à medida que a aceitação do consumidor pela tecnologia autônoma tenda a avançar”, explica Carlos Ayub.

Construindo confiança

A comprovação de um histórico de segurança na operação dos veículos autônomos é fator essencial para garantir a confiança entre os consumidores, como aponta a pesquisa. Só nos Estados Unidos, 71% dos participantes do estudo disseram que estariam mais propensos a viajar em um veículo autônomo se tivessem acesso a um registro de resultados com a confirmação de padrões de segurança de fato apurados, percentual pouco acima ao apurado no estudo de 2017 (68%). Em outros mercados, no entanto, essa exigência de comprovação de resultados em relação à segurança dos veículos autônomos avançou mais, como no caso da Coreia do Sul, com 83% dos consumidores querendo dados de comprovação de segurança (ante 70% em 2017) e 63% dos consumidores alemães (acima dos 47% do ano passado) mantendo a mesma visão.

As grandes marcas fabricantes de veículos já estabelecidas no mercado são apontadas como as mais confiáveis para garantir a segurança das tecnologias autônomas. Na média entre os 15 mercados que foram objeto da pesquisa, 45% dos participantes confiam mais nas montadoras tradicionais para que levem veículos autônomos seguros às ruas. Outros 30% apostam em novas companhias dedicadas ao desenvolvimento de veículos autônomos ou outras organizações dedicadas a essa tarefa. O menor grupo, formado por 25% dos entrevistados, tem confiança nas empresas de tecnologia existentes para realizar essa tarefa com sucesso.

“Mais da metade dos brasileiros (52%, acima da média global do estudo, portanto) tem mais confiança que as grandes e tradicionais montadoras liderem o desenvolvimento das tecnologias de mobilidade autônoma de maneira segura e confiável. Essa característica é representativa da força que essas empresas têm em nosso mercado, mas também cobra responsabilidade delas em relação à liderança nessa revolução tecnológica”, indica Carlos Ayub.

Demonstrando algum ceticismo em relação à confiabilidade das companhias privadas, consumidores também indicam que se sentirão mais seguros assim que as instâncias governamentais estabeleçam normas e regulamentos para determinarem as bases do processo de adoção das tecnologias de mobilidade autônoma. Como referência, 54% dos norte-americanos aguardam as iniciativas governamentais para se sentirem mais seguros.

Tipos de motorização           

Mesmo diante de uma melhor aceitação das novas tecnologias que podem levar ao veículo guiado autonomamente, os consumidores ainda demonstram algum conservadorismo em relação aos principais propulsores utilizados nos veículos. Na média entre as 15 regiões analisadas, 64% dos entrevistados disseram ter preferência por sistemas motores movidos a gasolina ou a diesel. Outros 24% optariam por veículos híbridos e 12% apostam em outras alternativas motoras.

África do Sul (com 85% de indicações) e Estados Unidos (80%) lideram a lista dos países que preferem os combustíveis fósseis para abastecer seus veículos. Na outra ponta, 40% dos chineses e 36% dos italianos têm predileção por sistemas motores híbridos. No Brasil, 66% ainda optariam por abastecer seus veículos com combustíveis tradicionais, com apenas 13% apostando nos híbridos e 21%, em outras alternativas.

“Os preços dos veículos com propulsão alternativa, como os híbridos e elétricos, ainda estão em um patamar mais elevado, o que pode justificar esse quadro. No Brasil, essa realidade é ainda mais marcante. Isso pode mudar caso os projetos de políticas públicas voltados ao incentivo do uso de veículos elétricos ou híbridos sejam de fato implementados no país. Outra restrição é a falta de infraestrutura e de uma rede preparada para reabastecimento de automóveis elétricos em todo o país”, avalia o sócio da Deloitte.

E enquanto a maioria dos consumidores de países como Alemanha (50%), Bélgica (55%), Canadá (53%), França (58%) e Reino Unido (50%) afirma não estar disposta a pagar mais pelos veículos de condução autônoma, 68% dos brasileiros aceitariam gastar um adicional na compra de um carro com essa tecnologia.

“Diante de uma maioria de consumidores, especialmente em países da Europa, que dizem não querer pagar nada extra para ter veículos autônomos, a indústria automotiva precisa tomar algumas decisões difíceis ao dedicar capital ao desenvolvimento dessa tecnologia, além de ter atenção especial ao seu modelo de negócios, caso esperem ganhar dinheiro com essas mudanças”, conclui Carlos Ayub.

Tendo em vista os mais de um bilhão de veículos convencionais que circulam atualmente pelas ruas e estradas ao redor do mundo – assim como as dezenas de milhões de carros novos que continuam a ser vendidos anualmente – e que deverão durar pelo menos ao longo da próxima década, a transformação da atual realidade de mobilidade no sentido da incorporação dos veículos de condução autônoma levará algum tempo para chegar a um ponto de inflexão. Assim, os fabricantes de automóveis devem equilibrar a inovação contínua e os novos modelos de negócios com a necessidade de vender, atender e conquistar os consumidores atuais em relação às tecnologias melhoradas pelas quais eles estariam mais dispostos a pagar no curto prazo, como é o caso dos recursos de segurança, segundo aponta o estudo da Deloitte.

Sobre o estudo Global Automotive Consumer

Como parte de uma avaliação contínua do comportamento do consumidor, a Deloitte aplicou recentemente sua pesquisa a mais de 22.000 consumidores de 15 regiões (incluindo 17 países ao redor do mundo) para expor as preferências dos consumidores em relação a questões críticas que afetam o setor automotivo.

O objetivo geral do estudo é buscar indicações e apontar respostas a questões importantes que podem ajudar as empresas a melhor priorizar suas ações e posicionar estratégias e investimentos comerciais.

Além do Brasil, a pesquisa foi feita com consumidores da África do Sul, Alemanha, Bélgica, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Itália, Japão, México e Reino Unido, além da região Sudeste Asiático (formada por Indonésia, Malásia e Tailândia).

Orange Cyberdefense lança “Mobile Threat Protection”, uma nova oferta para proteger dispositivos móveis contra ameaças cibernéticas

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  • Assegura proteção móvel 360°, adicionando recursos de detecção de ameaças aos dispositivos iOS e Android
  • Melhora os sistemas de Gerenciamento de Mobilidade Empresarial (Enterprise Mobility Management – EMM) e automatiza a prevenção de ameaças

A Orange Cyberdefense, entidade do Grupo Orange especializada em segurança cibernética, e a Check Point Software Technologies juntaram-se para oferecer o novo Mobile Threat Protection. O serviço da Orange visa ajudar empresas multinacionais a proteger seus dispositivos móveis contra ameaças atuais e emergentes.

A frequência de ataques em dispositivos móveis tem crescido – e ninguém está imune. Com empresas realizando negócios cada vez mais em dispositivos móveis, aumenta drasticamente a probabilidade de um ataque ou infecção na rede. Um relatório recente da Dimensional Research descobriu que duas em cada 10 empresas já experimentaram um ciberataque móvel, com um número ainda maior totalmente inconsciente de que tiveram seus dados vazados.

Proteção contra ameaça móvel

Com base na tecnologia Check Point Sandblast Mobile, o Mobile Threat Protection é um serviço gerenciado da Orange. Ele incorpora um aplicativo de fácil implementação que é executado em background do dispositivo do usuário. Protege o equipamento com detecção precisa de ameaças e alertas para ataques, sem impactar seu desempenho ou a duração da bateria. O serviço é executado em plataformas iOS e Android e não está vinculado a qualquer operadora específica. Um painel de administração fornece uma visão global da segurança de cada celular e oferece análise detalhada de ameaças.

O Mobile Threat Protection pode detectar malwares de última geração além de vulnerabilidades em redes, sistemas operacionais e aplicativos, bem como o phishing de SMS. Ele defende dispositivos móveis de uma ampla gama de ataques, incluindo aplicativos infectados com malware, ataques man-in-the-middle em redes públicas Wi-Fi comprometidas e redes Bluetooth, exploração de sistemas operacionais e tendência de expansão rápida para o envio de links maliciosos através de SMS.

O Orange Mobile Threat Protection pode ser usado como um serviço gerenciado autônomo para destacar a visibilidade da ameaça, permitindo que as empresas adaptem as políticas de segurança adequadamente. Ele também pode ser integrado diretamente com as soluções de gerenciamento de dispositivos móveis para automatizar a correção de ameaças e diminuir a exposição ao risco. Isso inclui o Orange Device Management Premium, um serviço gerenciado EMM que permite às empresas administrarem implantações móveis e aplicar políticas corporativas de segurança de dados usando um mecanismo de conformidade granular. Ambos os serviços recebem o apoio de uma equipe de especialistas em dispositivos móveis da Orange, que oferece suporte 24 horas por dia, 7 dias por semana e treinamento contínuo para melhorar a conscientização dos usuários finais no gerenciamento seguro de dados confidenciais.

“À medida que os ataques se tornam mais frequentes e sofisticados, nossos clientes estão buscando fortalecer sua segurança móvel. Nosso serviço gerenciado de proteção contra ameaças móveis oferece uma solução abrangente e de fácil implantação para ajudar a proteger dispositivos móveis de ameaças cibernéticas avançadas tanto agora quanto no futuro”, diz Michel Van Den Berghe, CEO da Orange Cyberdefense.

“Estamos entusiasmados em colaborar com a Orange Business Services para oferecer esse nível de proteção cibernética aos usuários de dispositivos móveis”, comemora Nathan Shuchami, vice-presidente de produtos emergentes da Check Point Software Technologies. “Como resultado direto da estreita relação entre nossas empresas, estamos dando o poder aos clientes para utilizarem a tecnologia móvel sem a preocupação de perda ou violação de dados”.

A Orange Cyberdefense é a entidade do Grupo Orange dedicada ao desenvolvimento e entrega de soluções de segurança cibernética de ponta a ponta para empresas globais. Ele reúne mais de mil especialistas em 7 SOCs (Centros de Operação de Segurança – Security Operation Centers), 2 CyberSOCs (Centros de Operação de Cibersegurança – Cyber Security Operation Center) e 3 CERT (Times de Respostas de Emergência Computacional – Computer Emergency Response Teams) em locais de todo o mundo.

WeAudit lança primeiro aplicativo que monitora celulares corporativos e evita uso abusivo

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Com o advento da internet e a influência da tecnologia 5G chegando em nosso país, fica claro que temos um futuro voltado para o uso excessivo de dados móveis para comunicação. A internet facilita muito no nosso dia a dia, seja para pesquisas ou até mesmo, entrar em contato com clientes, porém, o uso sem controle desse recurso pode impactar negativamente na produtividade no ambiente de trabalho.

Foi pensando nisso que a WeAudit desenvolveu o 2Audit, um aplicativo para celular disponível para Android que auxiliará no controle e gestão desses dados.

Por falta de conhecimento muitas empresas acabam não fazendo gestão de seus dados, pagando assim, valores absurdos e contratando franquias desnecessárias sem saber se os funcionários estão utilizando os dados para uso pessoal ou efetivamente para trabalho.

O 2Audit tem como principal função fazer a leitura e detalhamento do uso de dados dos aparelhos móveis de funcionários de empresas e seus objetivos são: auditar o uso e cobrança de dados pelas operadoras e entregar ao gestor um relatório interno de produtividade da equipe.

Para o funcionamento é necessário que tanto os gestores quanto funcionários tenham o aplicativo baixado em seus aparelhos, logo após isso, os dados vão para o software da WeAudit onde o cliente terá acesso a todas as informações de como, quando e quanto está sendo o uso de dados por cada membro da equipe dele.

“O aplicativo foi pensado para as empresas possuírem maior controle do uso de aparelhos móveis e com isso usufruir dos benefícios que essa gestão pode gerar de forma a favorecer a comunicação, praticidade e aumento da produtividade das empresas”, informa o fundador da WeAudit Tiago Hungria.

A expectativa da empresa em relação ao 2Audit é atrair e fidelizar clientes oferecendo um serviço único e diferencial do mercado, pois com o aplicativo será possível melhorar gestões e a produtividade dos funcionários, além claro, de inibir o uso indevido e melhorar a eficiência de uso de dados.

No Brasil, o setor de telefonia possui um dos serviços mais caros do mundo e apenas 2% das empresas brasileiras possuem algum tipo de auditoria.

Gestão com liberdade? Sim, é possível*

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Alternativas e novos formatos que visam melhorias para as pessoas que trabalham em uma empresa e, consequentemente, para a empresa, estão constantemente nos planos da Área de Pessoas e das lideranças. Após experiências profissionais e muita pesquisa, conheci o formato de gestão colaborativa, que inspirou desde o início a minha empresa, pelo manifesto de metodologias ágeis na produção de software, área que sempre atuei e que montei uma empresa.

Desde que nasceu a ideia de montar uma empresa na área de desenvolvimento de software, eu e meus sócios sempre tivemos como meta principal influenciar de forma positiva o mercado de tecnologia. Cada um de nós já fazíamos isso nos ambientes técnicos que trabalhávamos, mas faltava algo: construir uma empresa com base nos valores e princípios que sempre entendemos como novas formas de trabalho e liderança no século XXI. E na nossa opinião ter uma organização hierárquica (ou não tê-la efetivamente) é o que mais precisava ser mudado e estar mais adequado ao perfil da nova geração de pessoas que trabalham com tecnologia das gerações Y, Z e demais gerações que um dia estarão no mercado de trabalho.

Sendo assim, encontramos no modelo de Gestão Colaborativa a melhor forma para estimular a autonomia, incentivar a colaboração entre as pessoas e ter transparência nas relações. Ao pé da letra, é o tipo de gestão onde não tem chefe, mas sim uma equipe em sinergia, em que cada um sabe exatamente quais são suas responsabilidades, sem a necessidade de ter alguém as cobrando ou monitorando o que estão fazendo. O ponto chave é fazer com que as pessoas tenham senso de responsabilidade e realizem suas atividades com propriedade, para adquirir consciência de sua relevância e impacto no ambiente e nos projetos que atuam.

Assim também temos menos processos burocráticos e menos disputas de poder, as ações acontecem de maneira mais rápida e orgânica e as pessoas se sentem (e são) parte das soluções, criando um ambiente mais agradável e justo para todos, onde vivências e experiências são mais relevantes que cargos.

Essa cultura pode ser notada já na etapa de recrutamento, quando trazemos pessoas alinhadas com a nossa cultura de trabalho, dispostas a evoluir e aperfeiçoar nosso ambiente. E claro que há dificuldades, desde a chegada de novas pessoas na equipe até a adaptação a um novo formato de trabalho, com mais autonomia, por isso o processo de integração e os esforços para transmitir a filosofia adotada durante o processo na entrada de uma nova pessoa são essenciais.

O modelo de gestão colaborativa não é comum no mundo corporativo, por isso as pessoas inicialmente têm dificuldade para lidar com a liberdade e a responsabilidade das suas ações. Somos ensinados a obedecer a alguém no ambiente profissional, e nós buscamos o oposto: sai de cena o discurso do “meu chefe que mandou” e vigora a ideia de que “se eu me comprometi, eu vou fazer, pois impacta diretamente todo o meu time”.

Para pessoas que trabalham em empresas que adotam esse modelo sempre surge a pergunta: se não tenho “chefe”, como meu trabalho será reconhecido e como terei aumento de salário ou promoção?

Trabalhamos de maneira simples: buscamos empoderar as pessoas para que elas consigam conversar com toda sua equipe. Um modelo que encontramos foi o de abrir dois períodos ao longo do ano para a proposta de aumento salarial. A pessoa apresenta suas entregas e argumentos para o time e propõe um valor que considera adequado. Depois disso, é feito um alinhamento com a Área de Pessoas para verificar os pedidos, que são avaliados junto a informações e a pessoa receber um posicionamento.

O modelo de gestão colaborativa oferece crescimento de conhecimentos e experiências profissionais, uma realidade pouco usual.  Aliado a isso, buscamos compor um cenário de equilíbrio e ritmo sustentável, mesmo percebendo que existe uma corrida sem limites por mais aprendizados e vivência em projetos complexos e inovadores. Sim, isso é possível dentro de um ambiente colaborativo, mas existem pessoas que não conseguem enxergar, pois priorizam o reconhecimento somente por meio de status ou cargos. As pessoas não precisam pensar da mesma forma e a questão cultural é um fator relevante, afinal cada um tem o seu propósito de carreira e o direcionamento de como vai buscar os seus objetivos – e não há mal algum nisso.

*Victor Hugo Germano,  co-fundador da Lambda3, empresa de software sob medida especializada em desenvolvimento, mobile, DevOps e nuvem.