5G: 30 anos de comunicação móvel, o que vem a seguir?

5g-novo2

As redes de comunicação móvel têm contribuído ativamente para a transformação da sociedade. Essa evolução ocorre desde os anos 1990, com a popularização das tecnologias de segunda geração (2G), como CDMA, TDMA e GSM. Na época, o principal serviço das operadoras era comunicação por voz aos usuários, enquanto mensagens de texto (SMS) e caixa postal eram considerados serviços avançados ou de valor agregado (SVA).

Com a chegada dos anos 2000 e das tecnologias de terceira geração (3G), houve um aumento significativo na velocidade de transmissão de dados. O uso de internet móvel começou a crescer e muitos outros serviços e aplicações para celulares foram criados, como correio eletrônico, navegação web, agenda eletrônica e câmeras fotográficas. Com o tempo, a capacidade de processamento dos telefones – e suas telas – aumentaram, surgindo os smartphones.

Evolução dos telefones móveis

A partir de 2010, é possível ver a crescente procura por serviços simétricos com alta demanda de banda, como vídeo chamadas, compartilhamento de conteúdo e serviços de streaming de vídeo. O suporte a eles é o principal requisito para as tecnologias de quarta geração (4G), que oferecem alta taxa de transmissão de dados (<100Mbps), simetria entre download e upload, baixa latência e alta capacidade de usuários. Atualmente, as redes 4G das operadoras são totalmente capazes de suportar o quadruple play (voz, vídeo, Internet e mobilidade) com qualidade.

Segundo a GSMA, associação global de operadoras, a quantidade de usuários de redes móveis (excluindo M2M) alcançou o número de 7,7 bilhões em 2017. Atualmente, existem 7,6 bilhões de pessoas no mundo, das quais 3,2 bilhões têm acesso à internet móvel – ou seja, muitas já possuem mais de um terminal móvel ou utilizam mais de uma operadora. Além disso, cada vez mais dispositivos como sensores, atuadores e reguladores são capazes de se comunicar com a Internet para obter ou enviar dados, a chamada internet das coisas (IoT).

Apesar do enorme potencial da IoT, ainda existem inúmeros desafios para algumas aplicações. Uma delas, que depende fortemente das operadoras, é viabilizar comunicações de missão crítica, aquelas que devem ser priorizadas dentro da rede e entregues no menor tempo possível. Além disso, comunicações em sistemas de transportes inteligentes (ITS), como entre veículos (V2V), entre veículos e infraestrutura (V2I), entre veículos e pedestres (V2P) ou entre veículos e redes (V2N), também estão inseridas neste contexto.

Para suportar esses e outros cenários, a arquitetura de telecomunicações está evoluindo para sua próxima geração, a chamada 5G. Para a GSMA, de forma resumida, a nova geração possui cinco principais metas:

1. Prover conectividade sem limites: as redes 5G irão co-existir com redes 4G e outras tecnologias alternativas, como o WiFi, de forma a prover cobertura, velocidade, confiabilidade e segurança no acesso de banda larga e suporte à infinidade de casos de uso que irão surgir;

2. Prover redes inovadoras e otimizadas economicamente: todos os stakeholders estarão atentos ao custo/benefício das redes implementadas, que serão construídas de forma independente ou compartilhada por meio de parcerias. As futuras redes serão compostas por uma combinação de uma tecnologia principal com uma série de tecnologias complementares e irão utilizar espectro de frequências licenciadas e não licenciadas em diferentes bandas;

3. Acelerar a transformação digital nas diferentes verticais de indústria: as operadoras irão prover redes e plataformas que permitirão a digitalização e a automatização de práticas e processos em diferentes segmentos;

4. Transformação da experiência do acesso de banda larga móvel: as redes 5G irão prover velocidades de até 1 gigabyte por segundo (Gbps) e menos de 10ms de latência, permitindo o uso de aplicações e serviços avançados;

5. Suporte a novos casos de uso de IoT e serviços de comunicação de missão crítica: as redes 5G irão suportar a implementação massiva de internet das coisas em diversos cenários e uma plataforma confiável para adoção de inúmeros serviços de comunicação de missão crítica.

A expectativa é que a adoção das redes 5G aconteça a partir de 2020. Porém, para oferecer conectividade sem limites, as operadoras deverão implementar com agilidade o core de rede 5G de forma a coordenar o ecossistema de redes multiacesso e heterogêneas, em três diferentes cenários: indoor, outdoor em áreas metropolitanas densas e outdoor em áreas com baixo interesse econômico. Explico um pouco melhor a diferença entre cada uma delas abaixo:

  1. Indoor: neste cenário, a utilização de small cells será crucial para alcançar a capacidade necessária para atender a todos os usuários e dispositivos. Uma mescla de tecnologias – 4G, 5G, WiFi, fibra óptica, entre outras – será utilizada para compor o ecossistema neste ambiente;
  1. Outdoor em áreas metropolitanas densas: além das tradicionais macro cells, as micro e small cell serão utilizadas para complementar e aumentar a capacidade em ambientes abertos, como estações de metrô, estádios de futebol e shopping centers;
  1. Outdoor em áreas com baixo interesse econômico: serão utilizadas tecnologias de frequências mais baixas para melhorar a cobertura, como satélites de órbita baixa e redes baseadas em tecnologias não licenciadas, como a LORA (LPWA – Low Power Wide Area)

A construção de um novo core e RAN 5G se traduz na necessidade de mais investimentos por parte das operadoras, que no Brasil ainda estão investindo em 3G, 4G e 4.5G, além do phase out da rede 2G.

Diante desse cenário, é necessário buscar novos caminhos para melhorar o retorno do investimento. Entre eles, a virtualização da infraestrutura, tema cada vez mais presente nas empresas do setor devido à redução do custo de aquisição de hardware e otimização de uso das redes. A aceleração do desligamento das redes 2G e redistribuição das tecnologias mais recentes (4G e 4.5G) nos espectros disponíveis também ajudará a melhorar o uso das redes das operadoras.

Além disso, a massificação da utilização de small cells viabilizará o aumento da capacidade da rede atual e futura em ambientes indoor e outdoor. Já a criação de redes virtuais com SLAs bem definidos permitirá às operadoras ofertar às empresas, de forma transparente, a conectividade necessária para diferentes setores da economia.

No entanto, os impactos do 5G não ficam restritos aos aspectos tecnológicos. Será necessário adotar novos modelos de negócios e tarifários além dos tradicionais baseados no consumo – por tempo, volume de dados ou conteúdo -, o que pode inviabilizar a adoção de alguns casos de uso, especialmente de IoT.

Para tornar isso real o quanto antes e alavancar o crescimento do setor, a modernização da regulamentação vigente é fundamental. Em paralelo, as operadoras farão novas parcerias de negócios e tecnológicas com empresas com visão de diferentes verticais de negócios e acesso a tecnologias complementares. Só assim será possível viabilizar novos modelos de negócios e construir um ecossistema que até então não era alcançado por elas, possibilitando a entrega de uma tecnologia de qualidade e serviços complementares aos clientes.

Por Christian Maki, coordenador de tecnologia – redes móveis da Logicalis

Anúncios

LGPD: sua empresa está preparada?

252222222222

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), instituída pelo PLC 53/2018 e que acaba de ser sancionada pelo presidente Michel Temer, exige diversas adequações na forma como os dados pessoais devem ser tratados dentro das organizações. A lei determina multas de até R$ 50 milhões, sendo aplicável mesmo a empresas com sede no exterior que realizam as operações de coleta de dados em território nacional.

As mudanças requerem uma maior atenção e preparo das empresas para lidar com dados pessoais, pois seus impactos ultrapassam questões relacionadas a sistemas e papeis e podem mudar até mesmo a forma como serviços são comercializados e entregues. “A maioria dos sistemas precisarão ser alterados para fornecer ao titular dos dados uma visão de todas as informações que a organização possui sobre ele e que tipo de processamento é realizado com elas”, diz Fernando Fonseca, especialista em riscos e compliance e sócio da Privally, empresa que desenvolve soluções de gerenciamento da privacidade.

Dentre outros, a lei prevê que o titular dos dados tenha o direito a uma consulta facilitada e gratuita a todos seus dados pessoais, quem faz cada tipo de processamento e por quanto tempo isso acontece. “As informações terão de ser disponibilizadas de forma clara, precisa e facilmente acessíveis. Só para atender a isto, as empresas terão de fazer uma série de adaptações”, diz Fonseca.

O titular poderá solicitar cópia eletrônica integral dos seus dados pessoais em formato que permita a sua utilização subsequente, inclusive em outras organizações. Desta forma, o titular dos dados não ficará preso a nenhum fornecedor de serviço, pois ele poderá exportar ou importar seus dados. “De modo geral, as empresas não se prepararam para a lei e seus sistemas não estão prontos para fazer isso hoje”, alerta.

Além disso, o titular pode solicitar a eliminação de seus dados pessoais. A organização que os tratou com seu consentimento deverá informar de maneira imediata aos agentes com os quais tenha compartilhado essas informações para que estes também os eliminem de suas bases. “Parece simples, mas isso significa que os sistemas deverão possuir um histórico de compartilhamento que possibilite a identificação de todos os parceiros com os quais os dados de determinado cliente tenham sido compartilhados”, ressalta.

Fonseca considera que a LGPD forçará as organizações a indicarem um encarregado para o tratamento de dados pessoais que, com apoio de softwares especializados, deverá gerenciar se as informações armazenadas e procedimento de coleta estão completamente em conformidade com a LGDP. O responsável terá suas informações de contato disponibilizadas publicamente, de forma clara e objetiva, preferencialmente no sítio eletrônico do controlador. “É muito importante treinar sua equipe sobre a importância da privacidade de dados pessoais e utilizar softwares confiáveis que possam apoiar em todo o processo das adequações necessárias”, ressalta.

Para auxiliar as empresas no processo de entendimento das mudanças exigidas pela lei, a Privally lançou o site https://estoupreparado.com.br/. No endereço, os empresários respondem a dez perguntas para saber se seu negócio está adequado às exigências da lei. Ao final do questionário, é dado o diagnóstico.

Conferência vai reunir os principais empresários e especialistas mundiais para debater situação da Segurança Digital no Brasil

pasted image 0

Nos dias 18 e 19 de Setembro, chefes de segurança da informação das maiores empresas brasileiras, representantes de órgãos públicos e especialistas internacionais, se reunirão na capital paulista para discutir as vulnerabilidades e tendências de ataques cibernéticos que já preocupam os gestores locais e afetam a economia nacional.

O MIND THE SEC, o maior e mais qualificado evento de Segurança da Informação do Brasil, promove o encontro entre os maiores especialistas em cibercrime e segurança da informação do mundo para debater tendências e discutir os desafios do segmento e a vulnerabilidade do Brasil no cenário mundial. “Este ano será para sempre lembrado como um divisor de águas no que diz respeito às discussões sobre privacidade e proteção de dados pessoais, com a entrada em vigor da GDPR na Europa e a Lei de Proteção de Dados que aguarda sanção no Brasil. Empresas incapazes de proteger os dados de seus clientes, seja por descaso ou falta de capacidade técnica, não serão mais competitivas.” ressalta o criador do Mind The Sec e CTO da Flipside, organizadora do evento.

Em 2017, o custo do despreparo frente ao cibercrime, hoje mais organizado, globalizado e ativo, foi de cerca de 70 bilhões de reais para a economia brasileira e afetou 62,7 milhões de pessoas e empresas, que perderam 24 horas – ou três dias inteiros de trabalho – para lidar com os danos pós-ataques, de acordo com o 2017 Norton Cyber Security Insights Report, divulgado pela empresa de segurança Symantec, que projeta um crescimento de até 23% nos números para esse ano..

Um dos destaques da programação do Mind The Sec, que terá três trilhas de conteúdo e quase 20 horas de atividades, é Mikko Hypponen, CRO na F-Secure e  expert global em segurança. As pesquisas de Hypponen são publicadas em veículos de imprensa como o The New York Times, Wired e Scientific American, além de lhe render frequentes aparições em TVs internacionais. O especialista também palestra nas universidades de Stanford, Oxford e Cambridge. Hypponen falará sobre questões chave para o mercado brasileiro: “Onde estamos hoje? Para onde iremos? E como nós iremos proteger dez bilhões de novos dispositivos que estarão online na próxima década?”.

Junta-se ao time de especialistas mundiais, Marcus Ranum, CEO da NFR e expert mundialmente renomado em design e implementação de sistemas de segurança, pioneiro em tecnologia de segurança e dos sistemas de firewalls, VPN e detecção de intrusões.

Especialistas de empresas como Mercado de Bitcoin, Stone Pagamentos, Cielo, Grupo Boticário, Allianz, Eurofarma, entre outras gigantes internacionais e nacionais, estarão representadas no evento para discutir temas exclusivos e inéditos a fim de diminuir em 2018 esse fator que está afetando a economia, a atividade industrial e o comportamento estratégico das empresas brasileiras. O evento acontece no Grand Hyatt São Paulo e é a principal oportunidade para troca de informações e concretização de negócios do setor de Segurança da Informação no Brasil.

Serviço

Mind The Sec 2018 – Edição São Paulo

Data e horário: 18 e 19 de Setembro, das 8h às 18h

Local: Grand Hyatt (Avenida das Nações Unidas, 13.301 – Itaim Bibi)
Ingressos e programação: https://mindthesec.com.br/sao-paulo-2018/

Customer experience: confira os principais insights do Adobe Experience House

Adobe

A Adobe reuniu Microsoft, Via Varejo, Webmotors, Accenture e diversas outras marcas parcerias da multinacional de tecnologia; quatro escolas de marketing – Digital House, ConvergeYou, Hyper Island e a Berlin School of Creative Leadership – e grandes nomes do marketing para debaterem justamente sobre o tema Marketing de Experiências. Esse foi o Adobe Experience House, que aconteceu na Escola Britânica de Artes Criativas (EBAC), em São Paulo.

Guiado por experiência do cliente, criatividade e inovação, o evento teve como objetivo criar um espaço de troca e aprendizado sobre transformação digital. Confira os principais insights apresentados pelos convidados do Adobe Experience House:

 

1 – Digital não é só ferramenta. É cultura – Paulo de Tarso, vice-presidente de educação continuada da Kroton Educacional

Parceiros de tecnologia são essenciais no processo de transformação digital das empresas, mas o engajamento interno também é peça-chave para que o movimento, de fato, aconteça. “Temos nos reorganizado internamente para trabalhar nossos produtos e serviços sob a ótica digital. Estamos buscando um novo mindset, ou seja, uma nova cultura para entregar experiências digitais para nossos clientes”, disse.

2 – Customer experience amplia alcance das mensagens de marca – Gabriela Monteiro, diretora de digital transformation do laboratório farmacêutico Sanofi no Brasil
A partir do momento em que as empresas entendem “experiência” como toda e qualquer interação dos clientes com uma marca, acustomer experience passa a trabalhar a favor da comunicação e do marketing. “Novos canais de comunicação e a integração entre pontos de contato físico e digital aumentam o alcance de nossos produtos e das mensagens estratégicas de marca. Desta forma, nosso público também se torna nosso porta-voz”, explicou.

3 – Personalização é nova fronteira do e-commerce – Fabio Marão, gerente de marketing interativo e e-commerce da Azul Linhas Aéreas

Atender e até superar as expectativas dos clientes ao longo de uma jornada é um padrão das marcas mais inovadoras do mundo. Quando falamos sobre e-commerce, essa premissa ganha reforço da personalização. “É preciso criar uma jornada que mostre ao cliente que ele é único, que você conhece seus hábitos e sabe o que ele precisa. Que respeita a vocação de cada tela, seja do desktop, do mobile ou do relógio. Isso é fundamental para levar à conversão”, defendeu.

4 – Negócios orientados por dados superam expectativas dos clientes – Paula Bellizia, presidente da Microsoft no Brasil

Definir e executar as estratégias de marketing e de negócios a partir de uma análise minuciosa de dados garante mais assertividade e segurança para as decisões das empresas. “As marcas hoje estão sendo desafiadas sob a ótica de seus consumidores que demandam cada vez mais. Como resolver essa questão? Com uma estratégia data-driven”, assegurou.

5 – Transparência é moeda de troca para engajamento – Eduardo Bicudo, managing director da Accenture Interactive na América Latina

Palavra de ordem para os negócios éticos, a transparência vai pautar cada vez mais o trabalho dos líderes de marketing. “Nossas pesquisas apontam que 80% dos consumidores estão confortáveis com a coleta de dados, desde que a empresa seja transparente quanto ao seu uso”, disse.

6 – Dados é o mais fiel raio-x de consumo e comportamento humano – Benito Berretta, speaker da escola de inovação Hyperisland na América Latina

O uso criativo de dados em campanhas de marketing ganhou contornos mais claros durante a Adobe Experience House. “Quando falamos de dados, estamos falando de pessoas. De padrões de comportamento que se repetem e que nem sempre estão claros para nós sem uma ferramenta para analisa-los. Data é rede e a rede é o reflexo do comportamento das pessoas”, analisou.

Para mais informações, visite www.adobe.com/br/

Seis motivos que fazem do Blockchain a tecnologia mais disruptiva depois da Internet

blockchain

O tema Blockchain tomou conta dos fóruns de tecnologia: todos querem aprender mais sobre esta inovação e entender porque ela representa a maior transformação da sociedade depois da criação da Internet. Pode parecer exagero, mas não é: até mesmo o Fórum Econômico Mundial, um dos principais centros de pensamento do planeta, sentenciou que o Blockchain é a tecnologia que irá moldar o futuro.

Tradicionalmente, ela foi desenvolvida para dar suporte ao Bitcoin. “Entretanto, graças ao seu grande poder tecnológico, ela ultrapassou essa função, evoluindo para  atender qualquer outro uso que exija operações de registro”, afirma Sandro Magaldi, embaixador do Manual Blockchain, agregador de agregador de conteúdos colaborativo sobre inovação e tecnologias transformadoras.

Segundo ele, uma característica essencial para entender por que existe uma visão tão transformadora sobre a influência do Blockchain é o fato de que não existe uma instituição central por trás dela. “Ela se desenvolve de forma totalmente descentralizada e pulverizada. Milhões de agentes autenticadores em todo planeta garantem a veracidade das informações e são remunerados por meio de moedas virtuais por sua ação”, explica Magaldi.

Ele lista seis motivos pelo qual o Blockchain pode ser considerado tão transformador quanto a própria Internet:

1 – Ruptura em toda cadeia de certificações

Sobretudo em países extremamente burocráticos como o Brasil, a tecnologia tem potencial para, simplesmente, exterminar os cartórios, despachantes e todo tipo de intermediário que só existe para garantir a autenticidade de informações. Já imaginou quanta praticidade?

2 – Redução das fraudes

Por causa ao risco de fraudes, nunca será possível eliminar a figura das autenticações. O Blockchain, no entanto, rompe o monopólio hereditário dos cartórios descentralizando o processo por meio de sua rede com agentes independentes que certificam a veracidade das informações que trafegam em sua rede. As possibilidades de sua utilização são para emissão de passaportes, patentes, registros de posse, certidões de casamento e assim por diante.

3 – Garantia do sigilo das informações

As maiores ameaças ocorrem sempre que há um agente que tem a posse de dados cujo poder e riscos de mau uso crescem exponencialmente, conforme aumenta o volume de informações gerenciadas, formando um ciclo vicioso perigosíssimo.

Uma rede descentralizada não pressupõe a necessidade de um poderoso guardião. Com isso, já existem diversas iniciativas acontecendo na área médica no que tange a armazenamento e compartilhando de informações de pacientes, por exemplo. O protocolo de confiança do Blockchain garante a segurança no manuseio desses dados, mitigando o risco dessas informações caírem em mãos erradas. Essa tendência tende a se acentuar, por exemplo, na medida em que os custos para decodificação do DNA se tornam cada vez mais acessíveis a qualquer cidadão.

4 – Integridade de processos

Esta é mais uma garantia do Blockchain: processos íntegros na relação da iniciativa privada com a pública. Já existe uma experiência na Ucrânia onde o Blockchain foi adotado visando o desenvolvimento de uma plataforma íntegra para a realização de leilões, imune a interferências ilícitas de agentes que atuam nas lacunas deixadas pelos sistemas atuais.

A rede garante a acuracidade das informações e total sigilo de seus emissores enquanto o processo não se encerra. Todo processo é “vigiado” por milhões de computadores espalhados por todo mundo que garantem a ocultação dos participantes do processo por meio de processos criptográficos.

Também já existem planos, em alguns países, para que o processo eleitoral aconteça utilizando Blockchain como tecnologia.

5 – Escalabilidade

O Blockchain é intrinsecamente escalável devido ao seu modelo distribuído. Ele segue a arquitetura da internet onde cada nó contém seu próprio recurso de processamento e armazenamento independente dos outros.

6 – Segurança

É impossível para alguém alterar as transações ou os registros do livro-geral presentes na cadeia de blocos.

No Blockchain, a confidencialidade é garantida pela criptografia, que utiliza uma estrutura de chaves públicas e privadas. A PKI (public key infrastructure) é composta de pares de chaves públicas e privadas para garantir que somente participantes envolvidos em uma transação visualizarão a informação. Quando um remitente envia um dado para um destinatário, o remitente utilizara a chave pública do destinatário para encriptar o dado. Somente o destinatário, com a chave privada que lhe corresponde, poderá des-encriptar a informação.

Todas estas possibilidades, aliadas às tecnologias 4.0, serão discutidas em nosso MeetUp Blockchain Technology, no dia 14 de agosto, às 19 horas. Para participar, basta inscrever-se pelo link: https://www.manualblockchain.com.br/blockchain-technology-meetup.

Fintech possibilita gerenciar recebimentos sem burocracia e ainda reduzir número de inadimplentes para MEIs e PMEs

unnamed.png

A forma com que o brasileiro lida com a tecnologia vem mudando, inclusive com os serviços financeiros que vem ganhando força quando o assunto é pagamento online.

Para isso, as fintechs vêm investindo cada vez mais para atender profissionais como MEIs, PMEs, franqueadores de microfranquia, e inclusive autônomos. É o caso da Cobre Fácil, startup de serviços financeiros que oferece serviços como emissão de boletos e carnês através de uma plataforma online única independente de banco, com valores bem acessíveis.

E devido toda essa praticidade, não é necessário ir até o banco para resolver as questões financeiras do seu negócio, pelo contrário, o intuito da fintech é exatamente atender os desbancarizados. “Nosso objetivo é que os clientes evitem grandes filas nas instituições financeiras, além da burocracia de ter que ir até uma agência para fazer um contrato para cada serviço e ainda correr o risco de não ser aprovado. A Cobre Fácil permite que o profissional tenha os serviços em um único lugar. Basta ter um cadastro no site da startup e um celular conectado a internet”, explica Paulo Henrique, CEO e co-founder da Cobre Fácil.

Emissão de Carnê

Paulo Henrique pontua que o uso do carnê está concentrado principalmente em escolas, clínicas odontológicas, instituições que recebem doações e negócios onde existe uma venda com grandes números de parcelas ou contratos mais extensos, onde a grande facilidade está na gestão, uma vez que o carnê não é apenas uma forma de impressão do boleto e, sim, um compromisso total de uma venda ou serviço prestado.

“Todo carnê tem um número individual e na listagem de todos os carnês é possível você analisar de forma muito rápida e fácil informações como valor total; valor da parcela; data de vencimento da primeira e da última parcela; quantas parcelas foram pagas, quantas estão em atraso e quantas foram canceladas, além do valor já liquidado do carnê”, diz.

Facilidade para MEIs e PMEs

O uso de fintechs de serviços financeiros direcionados aos MEIs e PMEs oferecem duas grandes vantagens: A mobilidade, por permitir que o profissional consiga emitir uma cobrança em qualquer lugar através apenas do celular, além de também acessar informações para verificar quem pagou ou não o boleto.

A outra vantagem é a automação de processos que faz com que esse mesmo profissional ganhe produtividade, uma vez que processos que antes deveria ser realizado manualmente todos os meses ele passa a ser automatizado, como por exemplo, um contador ou uma agência que precisa receber mensalidades.

“O uso de tecnologia veio para facilitar cada vez mais a vida das pessoas, inclusive dos pequenos empresários, pois no banco é necessário fazer manualmente todos os meses os boletos, já na Cobre Fácil o profissional cadastra uma mensalidade e o sistema faz o resto tudo sozinho e já incluso todos os meses. Trata-se de uma forma prática e ágil, já que isso são os fatores mais procurados pelas pessoas devido a correria do dia a dia”, afirma.

Para criar um carnê é muito simples: No site, o profissional acessa a área “carnê”, clica em “novo carnê”, escolhe o cliente, o valor, a quantidade de parcelas e a data do primeiro vencimento. Pronto! Serviço finalizado.

Com isso, a plataforma possibilita diminuir a inadimplência e ainda gerar redução de custos, já que as tarifas são outro grande diferencial da Cobre Fácil, pois o cliente paga apenas o valor de R$4,90 quando o boleto for liquidado, evitando custos na emissão, baixa ou cancelamento do carnê, e ainda é possível transferir o recebimento para uma conta jurídica, pessoal ou poupança. Já nas instituições financeiras esse valor final pode chegar até mais que R$20 por título, além de outras taxas como liquidação, baixa manual e protesto, ou seja, uma economia de mais de 70%.

“Nosso objetivo é levar um serviço ao cliente com o intuito de desburocratizar, sendo que essa pequena taxa paga pelo profissional, uma das menores do mercado, permite ainda alertas de cobranças por e-mail, emissão de segunda via, personalização de faturas, entre outras funcionalidades. Outro fator positivo é que conforme a quantidade de boletos emitidos por cada usuário o valor poderá diminuir gradativamente”, explica Paulo Henrique, que acrescenta ainda que há cases de clientes que reduziram a inadimplência em mais de 30% após o uso da plataforma.

Crescimento acelerado

As fintechs (junção de tecnologia e finanças) surgiu nos Estados Unidos e Europa em 2008, mas somente em 2016 as startups caíram na graça dos brasileiros devido as inúmeras opções de soluções rápidas, que unem a praticidade e taxas baixas do que as oferecidas pelas instituições financeiras.

Segundo dados apontados pela ABFintechs (Associação Brasileira de Fintechs), das 350 fintechs associadas, 23% atuam por meio de pagamentos; 18% correspondem ao Crédito; 16%, Controle financeiro; 12%, Seguros; 9% Crowdfunding; 8% Negociação de dívidas; 8% Investimentos; 3% Criptomoedas; 2,8% Câmbio e, 0,2% outros segmentos.

De acordo com Paulo Henrique, a procura por esses serviços cresce em média 25% ao mês, e a expectativa é manter esse crescimento de 8% a 20% ao mês, conforme for aprimorando os serviços da Cobre Fácil.

Blockchain aplicado às tecnologias 4.0 será tema de evento realizado em São Paulo

tecnologiablockchain.jpg

O Manual Blockchain, agregador de conteúdos colaborativo sobre inovação e tecnologias transformadoras, realiza no dia 14 de agosto, às 19 horas, seu sexto evento este ano. O MeetUp Blockchain Technology tem como objetivo discutir as aplicações do Blockchain às tecnologias 4.0, como IoT, Big Data, Machine Learning e Inteligência Artificial, entre outras.

“Nosso objetivo é promover a inclusão tecnológica da sociedade, levando ao conhecimento do público as transformações acarretadas pelo surgimento das inovações disruptivas”, afirma Alex Correa, CEO e fundador do Manual Blockchain. O evento é destinado ao público com diferentes níveis de conhecimento. Todos podem participar, de leigos e curiosos até especialistas, empresários, investidores e empreendedores de todos os portes.

“As tecnologias 4.0 vieram para ficar e representam um universo de possibilidades, tanto do ponto de vista dos cidadãos quanto para os negócios. No entanto, a aplicação destes conceitos ainda enfrenta receios, principalmente por causa da segurança”, pondera Alex, ressaltando que o Blockchain chegou para mudar este contexto.

Para violá-lo, seria preciso invadir, individualmente, milhares de nós entrelaçados e criptografados ao redor do planeta, em poucos minutos. “Ao utilizar o Blockchain, as novas tecnologias ganham um grau de invulnerabilidade sem precedentes. Sem falar nos demais benefícios, que serão abordados em nosso MeetUp.

Entre os palestrantes, está Amanda Lima, advogada do QBB Advocacia, com atuação em direito empresarial; consultora para negócios em Blockchain e criptomoedas, criadora e Professora no Curso Blockchain Descomplicada para Advogados, professora convidada do Insper e do curso Blockchain na Prática no Seu Futuro.com. Além desses títulos, é vice-presidente da Comissão de Direito das Inovações e Startup da OAB/RN, co-idealizadora do comitê Ladies da AB2L e cofundadora do 1º capítulo do Legal Hackers do Brasil.

Amanda vai abordar como o Blockchain aliado à outras tecnologias 4.0 pode agregar valor aos modelos de negócios. “Ao aplicar, por exemplo, o Blockchain ao IoT, é significativamente perceptível o avanço das soluções em termos de eficiência. Além dos registros imutáveis, existe ainda a possibilidade de comunicação com Smart Contracts, o que representa um grande benefício”, explica a advogada. Por meio de casos de sucesso, Amanda mostrará como as demais inovações podem se beneficiar do Blockchain.

Inscrições

Para participar do MeetUp Blockchain Technology, é preciso investir R$ 50,00 na reserva da vaga. O valor, porém, será revertido em Bitcoins para aqueles que comparecerem, por meio de um gift card, da CoinWISE.

A reserva de quem não comparecer será revertida para treinamentos e cursos sobre blockchain e criptomoedas promovidos em comunidades carentes. A primeira a ser beneficiada é Paraisópolis.

Serviço

Evento: MeetUp Blockchain Technology

Data: 14/08, às 19 horas

Local: Restaurante Amani – Estádio Cícero Pompeu de Toledo (Praça Roberto Gomes Pedrosa 1 – Portão 2)

Inscrições: Para participar, é preciso realizar a reserva da vaga. O valor do investimento (R$ 50,00) será revertido totalmente para o próprio participante, em criptomoedas, por meio de um gift card da empresa parceira CoinWISE.

https://www.manualblockchain.com.br/blockchain-technology-meetup