Sobrevivendo ao escritório open space*

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Escritórios open space são atualmente bastante disseminados. No entanto, existem os que vão contra a corrente: atacar o escritório aberto está tão na moda quanto o espaço aberto em si. Com arquitetura inovadora e estímulo à colaboração, a ideia é que os funcionários desenvolvam mais facilmente relacionamentos e cultivem uma cultura transparente.

O que gostaria de focar, no entanto, é que independentemente do espaço que você esteja, a adaptação de equipes e líderes (e o equilíbrio!) são chave para fazer com que o open space não se torne o vilão da história.

Por isso, por meio da minha própria experiência na Evernote, criei uma lista de dicas para “sobreviver” ao ambiente aberto e compartilhado. Não é uma lista definitiva, obviamente, mas pode facilitar o seu dia a dia corporativo:

·         Coloque fones, mas leve em consideração o impacto do que você está ouvindo na sua produtividade. Experimente ouvir sons ambientes. Apesar da maioria das reclamações contra os escritórios abertos ser o barulho, um estudo mostrou que precisamos de certos níveis de barulho ambiente para ativar a criatividade. O silêncio total pode ser sufocante e o excesso de barulho ser improdutivo;

·         Avalie se alguém está disponível para conversar. Espere até ter várias perguntas, experimente pegá-lo no corredor, ou apenas enviar um e-mail se ele estiver em um pensamento profundo. Afinal, imagine a cena: você atingiu aquele “super nível de criatividade” e alguém aparece atrás de você, aparentemente do nada. “Oi, posso falar com você rapidinho?”, diz o colega de trabalho. Todos nós passamos por isso. Nunca dura mais do que um segundo e depois é difícil voltar para o estado anterior.Pesquisas da Universidade da Califórnia mostraram que trabalhadores são interrompidos a cada três minutos e que pode levar até 23 minutos para recuperar o foco. Uma equipe da Universidade George Mason descobriu que interrupções também diminuem a qualidade geral do seu trabalho.

·         Tenha boas intenções e não julgue sem contexto. Se você vir um colega de trabalho passeando pelo Facebook, lembre-se que ele pode estar precisando de um break.

·         Bloqueie algumas horas (ou um dia inteiro) no seu calendário para ter um tempo de ‘não perturbe/trabalho profundo’.

·         Faça amigos: escritórios open space também aumentam a interação pessoal. Laços inesperados se desenvolvem e almoços improvisados são organizados. Pesquisas mostram que ter um amigo no trabalho faz com que seja mais provável que você permaneça lá;

E se você for o gestor e estiver avaliando a mudança de configuração do seu escritório? Também elenquei algumas dicas para serem levadas em consideração:

·         Pergunte aos funcionários que tipo de ambiente eles gostam em vez de fazer suposições;

·         Crie tipos diferentes de espaços, como ‘salas de trabalho em equipe’ ou ‘cabines de foco’ além das áreas de colaboração;

·         Certifique-se de que há uma mistura entre ‘espaços somente com reserva’ e ‘primeiro a chegar’, assim você evitará que seja impossível que se encontre um espaço mais privativo quando necessário;

·         Procure opções de isolamento acústico;

·         Estimule que se criem algumas regras básicas dentro das equipes. Escreva coisas que todos concordem como, por exemplo: ‘não me incomode se eu estiver de fone’. Adicione-as no caderno da sua equipe no Evernote Business, para que todos sempre tenham acesso;

·         Pense em como as equipes são colocadas uma ao lado da outra. Talvez uma equipe comercial que fica no telefone o dia inteiro não deveria ficar ao lado dos escritores que adoram silêncio;

·         Crie um dia de trabalho em casa ou sem reuniões;

·         Facilite a movimentação no escritório e a possibilidade de se trabalhar em qualquer lugar ao configurar um acervo de informações em um caderno virtual da equipe. Inclua detalhes de WiFi, VPN e videoconferência;

·         Converse com aqueles que não respeitam o espaço aberto. Pode não ser confortável, mas é importante;

E, por fim: ofereça reembolso para os funcionários que comprarem um bom par de fones, como fazemos na Evernote

* Jessi Craige é especialista em conteúdo da Evernote

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Entenda por que o fluxo de dados entre fronteiras é essencial para a economia global

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Segundo cartilha da BSA|The Software Alliance, o fluxo de dados por fronteiras é a transferência ou movimentação de informação entre servidores localizados em diferentes países. “Cross-border data flows” afirma que os softwares dos quais dependemos precisam desse fluxo para funcionar plenamente. Ele é essencial para serviços que aquecem o comércio global, melhoram a saúde e a segurança, promovem bem-estar social e viabilizam tecnologias do futuro. Segundo relatório da McKinsey, só em 2014, a movimentação de dados foi responsável por US$ 2,8 trilhões do PIB global.

“Dados precisam circular livremente para que, não importa onde você esteja, você tenha acesso às informações e aos serviços que precisa”, explica o country manager da BSA no Brasil, Antônio Eduardo Mendes da Silva, conhecido como Pitanga. “Todos, desde empresas até indivíduos, dependem da transferência de dados. Ela leva negócios de todos os tamanhos a aumentar sua eficiência e competitividade e abre caminho para um mundo mais seguro e saudável”, completa.

A cartilha da BSA lista setores e negócios que dependem diretamente do fluxo de dados entre países:

1.     Comércio Global

Comércios online precisam manter e transferir dados pessoais e comerciais por fronteiras para monitorar pedidos e estoque, especialmente quando contam com vendedores terceirizados para comercializar seus produtos. Além do varejo, negócios que operam globalmente, como hotéis, montadoras de carros e empresas de logística, se beneficiam quando usam análise de dados provenientes de todos os países onde atuam para alcançar mais consumidores, melhorar a experiência do cliente e trabalhar de maneira mais eficiente.

2.     Cibersegurança

A possibilidade de coletar e analisar dados provenientes de escritórios de diferentes países é essencial para que multinacionais reforcem sua cibersegurança, especialmente quando se trata de grandes provedores de serviços, como e-mail. Além disso, a prevenção contra ciberataques requer não apenas análise interna, mas também colaboração com stakeholders externos. Vale adicionar que o armazenamento de dados de maneira centralizada é menos seguro do que distribui-lo ao longo de diversas centrais. Assim, caso uma localidade seja comprometida, o vazamento é contido e não deixa todo o sistema vulnerável.

3. Recursos Humanos

Graças ao fluxo de dados, empresas multinacionais fazem a gestão de escritórios e plantas em diversos pontos do mundo, o que possibilita que funcionários e prestadores de serviços trabalhem remotamente a partir de qualquer localização. Desta maneira, as empresas têm à disposição um banco de talentos cada vez mais global.

4. Cartões de crédito

O computador do seu banco consegue analisar sua compra e sua localização em segundos quando você usa o seu cartão de crédito, não importa em qual ponto do mundo você esteja. Baseado nessa análise, o sistema pode autorizar a operação ou identificá-la como uma fraude e impedi-la.

5. Saúde

A transferência de dados de pacientes entre fronteiras permite que hospitais aproveitem todos os benefícios de softwares de suporte. Eles analisam os históricos dos pacientes e detalhes de seus planos de saúde para ajudar médicos a escolherem tratamentos mais eficazes, reduzindo riscos. Também existem criam uma rede de discussão para que médicos consultem outros profissionais antes de dar um diagnóstico e ainda há outros que ajudam a prever o comportamento dos pacientes, dando espaço para ações preventivas.

6. Ajuda humanitária

Agências de ajuda humanitária usam padrões de mobilidade para decidir onde agir após desastres naturais, por exemplo. Também avaliam taxas de retorno para identificar áreas onde a reconstrução pode não estar progredindo.

Estudo na íntegra: https://we.tl/bPvuWCU7wN

IoT: não basta conectar dispositivos à Internet*

fabianamacedo

Quem trabalha com tecnologia já está familiarizado com o termo Internet das Coisas, que faz referência à conexão de equipamentos de todos os tipos (carros, roupas, robôs e até cidades inteiras à rede mundial de computadores). O termo (também conhecido como IoT, da sigla em inglês) tem crescido em popularidade nos últimos anos, por conta do avanço no número de dispositivos conectados, volume que deve crescer de forma vertiginosa nos próximos anos. De acordo com dados do instituto de pesquisas Gartner, o mundo deve saltar de 8,4 bilhões de “coisas” conectadas à Internet em 2017 para mais de 20,4 bilhões em 2020!

Pode parecer algo distante, mas suas aplicações já podem ser vistas no dia a dia. Exemplos? Quando você olha para a tela do smartphone para saber se o seu ônibus ainda está longe do ponto, está tirando proveito da IoT. No campo, equipamentos para colheita e transporte de produtos já contam com sensores que monitoram a distância percorrida, o consumo de combustível e até mesmo a pressão dos pneus, contribuindo para reduções de custo que chegam a 35%. Lançamentos imobiliários em São Paulo, como os edifícios Moou e Nomad, oferecem um aplicativo para smartphone que permite autorizar a entrada de visitantes, ver câmeras de segurança ou mesmo chamar uma pessoa para limpar o apartamento. E nos Estados Unidos, são comuns assistentes pessoais online como Amazon o Echodot, dispositivos compactos que “ouvem” o que você diz e realizam várias funções. Basta falar coisas como “ligue a TV”, “apague a luz” ou “toque Adele no Spotify” para que o equipamento realize uma ação.

Com o barulho causado pela IoT, muitos fabricantes de equipamentos correram para conectar seus dispositivos à Internet, mesmo que seja para apenas para pegar uma carona na tendência. Hoje é possível encontrar de lâmpadas a refrigeradores e turbinas online. Mas não basta que um dispositivo esteja online para que ele seja uma verdadeira aplicação de Internet das Coisas. A conexão só faz sentido de fato se as empresas e instituições souberem aproveitar a oportunidade que os sensores embutidos em cada um desses equipamentos oferecem, com a captação de informações e, principalmente, interpretando os dados gerados. Aí está a verdadeira inteligência do processo.

Ou seja, a IoT e o chamado Big Data (o grande volume de dados que é gerado pelo ser humano) precisam caminhar juntos. Afinal, conhecer os hábitos do seu cliente é essencial para oferecer um produto cada vez mais adequado e competitivo. Para os fabricantes, esses dados capturados e analisados permitem reduzir o tempo de chegada de um produto ao mercado, cortam custos e facilitam a criação de produtos únicos. Nas empresas, eles são sinônimo de ferramenta eficiente para a tomada de decisão. E para o consumidor representam (além da praticidade de serviços como o monitoramento automático de sua saúde a partir de um relógio inteligente, por exemplo) possibilidades como o uso de forma mais eficiente dos bens do planeta, como a redução de consumo de água ou energia, a partir da análise de itens simples como horários de pico de consumo ou de maior de incidência dos raios solares em uma região.

Com a captura e análise de forma inteligente das informações obtidas pelos bilhões de sensores espalhados pelo planeta, a IoT deixa de ser “hype” para se tornar uma ferramenta revolucionária.

*Fabiana Macedo é CEO da Punto Comunicação

Startup ajuda candidatos a virarem oficiais de inteligência brasileira

foto para blog

Um método que parece de agente secreto para passar no concurso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin): esta é a proposta da EduQC (abin.maquinadeaprovacao.com), startup que utiliza inteligência artificial para determinar a melhor estratégia de estudos segundo as características de cada candidato. Criada por engenheiros formados no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e com ajuda de um ex-oficial da própria Abin, a empresa busca tornar mais claro o caminho do sucesso para quem tem esse objetivo.
Isso é feito por meio de um algoritmo desenvolvido pela EduQC, que considera o nível de conhecimento do candidato e o tempo que ele tem disponível frente à dificuldade do concurso ou do exame. O resultado é um mapa de estudo detalhado, que mostra quanto tempo deve ser dedicado a cada matéria. E, conforme a melhora do desempenho, o software adapta o planejamento para refletir a evolução.
“Assim, o objetivo final que é passar na prova deixa de ser intangível, e passa a ser uma meta mais fácil de alcançar, como estudar 50 minutos de português por dia, por exemplo. Dessa forma, você reduz a ansiedade do candidato, além de aumentar suas chances de sucesso caso siga as instruções à risca”, explica Victor Maia, um dos fundadores.
O misterioso trabalho dos espiões brasileiros
O concurso da Abin, autorizado em julho deste ano, tem causado frisson entre profissionais que almejam a carreira. Isso por que o órgão não contrata novos servidores há quase dez anos, o que resultou em número elevado de vagas para suprir a demanda por um novo quadro – serão 300 ao todo. Além disso, o vencimento é significativo: para o cargo de Oficial de Inteligência (220 vagas), o salário inicial supera os R$ 15 mil. Para completar, há o ar misterioso de se tornar um agente secreto. Mas como é, de fato, o trabalho na Abin?
“O trabalho de um oficial de inteligência está muito longe da ficção. O objetivo da Abin, assim como de agências semelhantes pelo mundo, é fornecer informações de qualidade para o seu superior. No caso do Brasil, o presidente”, conta o ex-oficial Carlos Tomé, que hoje é coordenador de legislação de inteligência da EduQC. “Na prática, os oficias se dividem em dois grupos: os analistas sistematizam, interpretam e qualificam dados em geral, e os operacionais são responsáveis por obter estas informações quando elas não são acessíveis de maneira convencional”, explica Tomé, que ficou na Agência por três anos.
Mas nada de licença para matar ou missões hipersecretas, como aquelas dos filmes de James Bond. Mesmo os oficiais que trabalham com operações seguem leis muito claras sobre o que e como pode ser feito em quais situações. Sacar uma arma, por exemplo, está fora de cogitação. “Você não anda armado, até porque, se chegar numa situação em que seria necessário utilizá-la, é sinal de que já deveria ter ido embora há muito tempo”, revela Tomé.
Foi justo essa especificidade que se mostrou um dos maiores desafios para a EduQC: mesmo com oferta de conteúdo para mais de 200 disciplinas, foi preciso criar um novo material para abarcar a Abin. Como o software da startup utiliza machine learning para refinar seus próprios cálculos conforme os candidatos melhoram seu desempenho, rapidamente o cenário estava de pé para o treinamento dos futuros espiões.
A mensalidade para uso da metodologia da EduQC é de R$ 30. Hoje, são mais de três mil estudantes e a expectativa é aumentar esse número para 10 mil em 2018.

4 vantagens do uso de business intelligence na gestão de supply chain

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Profissionais de logística lidam diariamente com muitos dados e conseguir uma informação rapidamente pode se tornar uma tarefa complicada. A gestão da cadeia de suprimentos vai muito além da logística. Para que as organizações tenham alta performance em vendas e ampliem sua competitividade frente a concorrência, adotar ferramentas tecnológicas que auxiliem na gestão de supply chain pode ser um grande diferencial.

Quando uma empresa não consegue utilizar de maneira inteligente e efetiva o grande volume de dados que é gerado do supply chain, esse descuido pode acarretar em uma série de entraves e perdas, dificultando a antecipação de problemas e o controle dos custos operacionais.

E é para resolver essa questão que a análise preditiva com base nas informações da área de logística de suprimentos das corporações – e o business intelligence – têm sido estratégias eficazes para obtenção de bons resultados. Mas como então ter um controle dos dados da cadeia de suprimentos de maneira eficiente usando o business intelligence a favor da empresa?

Implementar um dashboard no formato de self-service permite ao gestor da área ter uma análise integrada de todas as etapas da cadeia de distribuição, integrando a visualização das informações em um só lugar, minimizando erros na gestão de estoque, como falta ou excesso de produtos.

O cruzamento de dados obtidos da análise de BI com informações oriundas de todos os setores da companhia facilita criar simulações de cenários consistentes para tomadas de decisões precisas. A partir do relatório extraído, é possível mensurar a quantidade de matéria-prima, o quanto tem no estoque – ou o que falta -, qual item está sendo comprado em maior ou menor quantidade e o volume exato das vendas de cada produto ou serviço. Muitas companhias, na tentativa de cortar gastos diante da crise, acabam não percebendo que muito dinheiro está sendo perdido com excesso de material em estoque, por exemplo.

Para auxiliar empresas nesse desafio, apresento quatro vantagens da ferramenta de BI para o controle da área de supply chain e como tirar melhor proveito delas para aumentar rentabilidade e assegurar o crescimento sustentável do negócio:

Decisões mais assertivas

É possível otimizar o desempenho da companhia, ao consolidar dados relevantes em um dashboard é possível melhorar a previsão de estoque e, consequentemente, fazer um planejamento mais assertivo na área de compra, o que reduz custos. Além disso, conhecendo o ciclo de venda de cada sortimento, a empresa consegue obter mais vantagens na hora de negociar com os fornecedores, o que possibilita o aumento de ganhos em toda a operação.

Dashboards em tempo real

O dashboard permite identificar a frequência de giro dos produtos. Por exemplo, ao perceber que determinado produto corre o risco de ficar acumulado no estoque, o gestor tem a possibilidade de definir promoções atraentes aos consumidores, evitando o acúmulo de estoque e aumentando a capacidade de vendas. Além disso, com ele fica mais fácil identificar tendências e problemas e, com isso, analisar as operações de forma mais intuitiva.

Prever problemas e identificar gargalos no processo de delivery

Atualmente prazo de entrega é maior preocupação entre empresas e com a possibilidade de cruzar dados individualmente obtendo informações em tempo real sobre a performance da cadeia de supply chain, as empresas conseguem monitorar os prazos de entrega para cada estágio, tendo tempo hábil para sanar atrasos discrepantes com o prometido, evitando desgastes junto ao cliente e a marca.

Relatórios Personalizados

Realizar uma análise consistente da cadeia de fornecimento é um desafio para os executivos. Afinal, trata-se de um grande volume de dados relacionados à performance interna da empresa – estoque, logística e comportamento de vendas -, e à externa – fornecedores, parceiros e clientes. Diante disso, contar com uma ferramenta que permita criar relatórios personalizados e de fácil utilização é uma excelente oportunidade de traçar estratégias para buscar uma diferenciação no mercado e aumentar a competitividade.

*Érico Felipe Aleixo é diretor de Tecnologia e Soluções do Grupo IN

O Segredo do Trabalho Remoto? Ele não gira unicamente da sua produtividade

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Quando você pensa em trabalho remoto, o que vem a sua mente? Para alguns, estar sentado em um escritório das 8h30 às 17h30 é a única maneira de tornar o seu dia a dia realmente efetivo.

Inúmeras empresas, no entanto, já reconhecem os benefícios de, ao menos alguns dias por semana, colocarem em prática o trabalho remoto. Outras, trabalham totalmente sem ter uma base física em que todos fiquem juntos. Mais produtividade, equipes globais, equilíbrio com a vida pessoal e, de quebra, evitar a hora do rush no caminho para o trabalho.

Conforme o trabalho remoto vai se tornando parte do tecido de nossas vidas profissionais, precisamos encontrar formas de abraçá-lo e torná-lo melhor. O primeiro passo nesta jornada é lembrar que o trabalho remoto não é só uma questão da sua produtividade individual quando você não está em um escritório: é necessário também descobrir como trabalhar junto como uma equipe remota ou virtual.

Então juntamos algumas dicas para que pessoas e equipes possam aproveitar ao máximo o trabalho remoto.

Dicas para produtividade fora do escritório

  • Crie algumas fronteiras. Mesmo se você não possui espaço para um escritório em casa, é importante criar um espaço de trabalho dedicado. Se você trabalha no conforto de sua cama, pode ser tentador tirar aquela soneca. (Também pode ser mais difícil dormir quando for a hora certa).
  • Defina uma rotina. Quando você não precisa perder tempo no trânsito para o trabalho, você ganha de volta um tempo precioso no seu dia. Mas com horas adicionais (e mais flexíveis), você ainda precisa pensar em como estruturar o seu dia. Adotar uma rotina pode deixá-lo mais produtivo e criativo.
  • Faça intervalos. Pode ser difícil ‘desligar’ quando seu trabalho e sua vida estão acontecendo no mesmo lugar. Mas é importante se lembrar que você pode e deve fazer intervalos. Evite a loucura ao ir para a academia, levar o cachorro para passear ou tomar um cafezinho.
  • Compartilhe seu status. Não importa se é atualizando seu status na ferramenta de chat ou mandando mensagens, certifique-se de se comunicar com o restante da sua equipe. Se você ficar offline, forneça um contexto sobre o porquê e quando você estará de volta em uma mensagem de ausência.
  • Transforme o vídeo em um amigo. Pode ser tentador não mostrar o seu rosto (especialmente se você não tirou o pijama ainda) mas quando você puder, experimente fazer reuniões por vídeo em vez de apenas ligações. Interação face a face pode levar a várias pistas não verbais. Sem o vídeo você está perdendo todos esses sinais, e sua chance de construir relacionamentos.
  • Pense nos fusos horários. Se você possui um colega de trabalho na Europa que está sempre ficando acordado até mais tarde para suas chamadas semanais, ofereça fazer um rodízio do horário de reunião para que você possa compartilhar a inconveniência de trabalhar em fusos diferentes.

Dicas para fazer uma equipe remota funcionar

  • Defina algumas regras básicas para a comunicação em equipe. Em uma reunião pessoal ou virtual, juntem-se para decidir uma ‘carta da equipe’ para comunicação. Descubra em que situações todos vocês deverão usar videoconferência, ligações telefônicas, chat ou e-mail, e defina uma ordem de preferência. Entre em acordo com relação a algumas regras básicas, como ‘sem cópia oculta nos e-mails’ para que todos tenham uma noção clara do que não fazer. É importante que isso seja um esforço conjunto, com input de toda a equipe (não apenas uma instrução direta do líder).
  • Mantenha contato com a equipe. Faça reuniões de videoconferência com a equipe inteira se for possível. Veja o rosto de todo mundo e permita um certo tempo para conversas casuais para ajudar a construir os relacionamentos pessoais e os laços da equipe.

Se você é um líder, é necessário guiar, desenvolver e às vezes ter conversas difíceis com as pessoas que você lidera, tudo isso remotamente. Defina reuniões de vídeo regulares e individuais com seus funcionários diretos. Experimente dar feedback dessa forma, em vez de por e-mail, que pode ser mal interpretado.

E contrate bons comunicadores. Ao contratar, geralmente focamos em habilidades específicas, experiência prévia e encaixe cultural. Mas quando você está construindo uma equipe remota, é necessário medir as habilidades virtuais também. O trabalho remoto requer boas habilidades para ouvir, colaborar e se comunicar. Converse com os candidatos da mesma forma que você conversa no trabalho durante o processo de entrevista: pessoalmente, por telefone, usando vídeo e e-mail

* Jessi Craige é especialista em conteúdo da Evernote

Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica será emitida via Certificação Digital a partir de janeiro

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A nova legislação da Sefaz (Secretaria da Fazenda) determina que a emissão da Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica (NFC-e) seja via Certificação Digital. Com isso, a nova medida será obrigatória para empresas do comércio varejista, que deverão substituir a impressão de documentos fiscais, como o cupom e a nota fiscal, ao consumidor. Para aderir ao novo modelo de nota fiscal, o contribuinte deve acessar o site do órgão, usando o CNPJ e senha cadastrados para acesso à Agência Virtual e preencher o formulário de credenciamento em produção. O novo modelo já será obrigatório a partir de 1° de janeiro em seis estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Sul.

Benefício da Certificação Digital para emissão de NFC-e

A Certificação Digital é um tipo de tecnologia criptografada que funciona como uma assinatura online. Através dela é possível confirmar se dados fornecidos sobre o estabelecimento na nota fiscal são válidos. A tecnologia também possui validade jurídica, ou seja, equivale a nota impressa ou a feita de próprio punho, o que garante a confiabilidade e proteção de documentos eletrônicos tanto para o comerciante quanto para o consumidor.

Obrigatoriedade sem burocracia

“Com essa nova medida, haverá redução de custos ao contribuinte com a instalação e manutenção de impressoras e softwares, além de desburocratizar e simplificar a utilização do sistema, com repasse automático à Sefaz dos dados das vendas. Isso facilita tanto a vida do comerciante, quanto a do consumidor que, ao efetuar uma compra, vai poder escolher como quer receber sua nota fiscal, que poderá ser enviada para um endereço de e-mail indicado, ou por meio de mensagem de SMS”, esclarece Lucas Vieira, Gerente de Produtos da Soluti, segunda maior Autoridade Certificadora do país, e empresa especializada nesse segmento de certificação digital.

A NFC-e também terá um QR Code registrado no cupom com uma chave de acesso. Esse código servirá para consulta da validade do Danfe/NFC-e recebido. Assim, será possível fazer a leitura do código via aplicativo de celular de sua preferência.

Para facilitar a emissão de Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica, a Soluti desenvolveu uma solução chamada S.PoS, na qual permite emitir a NFC-e diretamente da maquininha de cartão, sem necessidade de possuir computador e impressora. “Para isto, o sistema de PoS deve realizar uma integração com o sistema da Soluti para possibilitar a emissão do Certificado Digital diretamente na maquininha. Além disso, o consumidor poderá acessar o site da Sefaz e ter acesso ao documento com a descrição completa da sua compra, o que elimina a necessidade de impressão e preservação do cupom físico”, ressalta Vieira.